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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Cicatrização da pele

  


  A velocidade de cicatrização da pele depende do tamanho da ferida, sua espessura e da sua localização. 


  Feridas, cortes ou cirurgias no rosto tendem a cicatrizar mais rápido do que em áreas das pernas por exemplo. No rosto costumam cicatrizar em uma semana, enquanto nos membros em 15 a 20 dias.


  Além de fatores locais como a circulação, ou falta desta (isquemia), infecção da ferida, fatores sistêmicos como doenças arteriais ou venosas, idade avançada, estado nutricional prejudicado da pessoa, tabagismo, consumo exagerado de álcool, diabetes, exposição da área à radiação, anemia, deficiências hormonais podem retardar este processo.


  Quando esta pele não se recupera normalmente podem se formar as úlceras ou feridas crônicas.


  Por outro lado, se a cicatrização não pára quando deveria e se torna exagerada, resulta em cicatrizes elevadas ou hipertróficas e até os queloides, muito maiores do que a ferida inicial. Ambos apresentam uma base genética ou predisposição racial; sendo mais comuns em negros e orientais.


  Tanto a formação de novas fibras elásticas e colagênias como a sua degradação são importantes no processo de recuperação de uma ferida. Se a remoção destas fibras é inadequada, pode levar à fibrose ou cicatriz endurecida. 


  Após sua formação, há contração destas fibras, o que faz a ferida encolher. Mas esta pele nova formada tem apenas 70% da resistência da pele normal não lesionada. Assim, se houver muita tração dos músculos ao redor, pode alargar esta cicatriz e ficar inestética.


  O hormônio estrogênio estando diminuído na menopausa também pode afetar muito os processos de reparação cutânea, devendo-se tomar cuidado com procedimentos que agridam muito a pele nesta faixa etária.


   Nutrientes e vitaminas que melhoram a cicatrização são as proteínas e aminoácidos(encontrados nos alimentos de origem animal como carnes, ovos, peixe, leite e derivados ou de origem vegetal como a soja, ervilha e lentilha), a vitamina K (fígado, óleos vegetais), A (gema de ovo, cenoura, batata doce), C (frutas cítricas) e E (cereais), Ferro, Zinco (carnes, leite, vegetais de folha verde escura), Manganês, Magnésio (cereais integrais, damasco seco, nozes) e Cobre (fígado, ostras, nozes e frutas secas). Ácidos graxos ômega 3, 6 e 9 melhoram a hidratação cutânea e controlam processos inflamatórios.


  Uma boa hidratação da pele também auxilia no processo de reparação, além da proteção solar eficaz para evitar possíveis manchas após a inflamação.







domingo, 7 de maio de 2017

Carboxiterapia

Vamos mandar as gordurinhas para o espaço!

 A carboxiterapia é um termo empregado para a terapêutica que administra um gás, o dióxido de carbono, a nível subcutâneo.

 O CO2 é um gás atóxico, não embólico, isento de efeitos sistêmicos nas dosagens preconizadas em medicina.

 Ele tem a capacidade de ativar a circulação através de uma vasodilatação. Este mecanismo é muito importante quando se sabe que as funções metabólicas do tecido adiposo são mediadas pelo fluxo sanguíneo.

 Desta forma, tem a propriedade de acelerar o metabolismo das gorduras, promovendo uma quebra das mesmas ou lipólise, mobilizando ácidos graxos livres.

 Além da melhora circulatória com oxigenação dos tecidos, o descolamento gerado pela passagem do gás promove um estímulo para a formação de novas fibras elásticas e colagênias.

 Suas principais indicações na medicina cosmética são a lipodistrofia ginóide ou vulgarmente conhecida como "celulite", remoção de gordura localizada, antes e após lipoescultura para corrigir irregularidades na superfície da pele, flacidez cutânea, melhoria de estrias, cicatrizes, olheiras arroxeadas, rugas faciais entre outras.

 Mas não é usada somente na dermatologia; outras áreas médicas fazem uso de seus benefícios.

 Na angiologia é utilizada para tratamento de arteriopatias periféricas e na reumatologia em artrites autoimunes e degenerativas.

 Em urologia há descrição de uso em disfunção erétil associada às microangiopatias.

 Ainda em dermatologia, pode ser aplicada nas placas de Psoríase e úlceras dos membros inferiores de origem vascular.

 Durante a sua aplicação é possível visualizar a entrada do gás abaixo da pele e sentir uma crepitação como se pequenas bolhas de ar estivessem ali. A pele logo fica avermelhada pela vasodilatação e há um inchaço local que desaparece de 15 a 30 minutos após. É possível sentir um peso ou ardor à entrada do gás que descola os tecidos superficiais e com isto, leva ao estímulo de formação de novas fibras elásticas e colágenas. Estas sensações são passageiras e suportáveis.

 O verão se aproxima e com ele o desejo de recuperar a "energia" acumulada durante o inverno. Ótima época para acelerar os resultados com a carboxiterapia.