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domingo, 23 de abril de 2017

Vermelhidão no rosto nem sempre é vergonha

  ROSÁCEA


 É uma doença inflamatória crônica da pele com predileção por áreas expostas como a face (fronte, malar, nariz e queixo). Afeta 16 milhões de americanos. Mais comum em indivíduos de pele clara, principalmente do norte europeu e mulheres dos 30 aos 50 anos.

 Os sintomas podem ser substanciais e reduzir a qualidade de vida dos pacientes. Dentre eles a vermelhidão centro-facial que pode piorar em surtos. Ainda, telangiectasias ou pequenos vasos dilatados, edema, placas vermelhas, pele seca, alterações oculares, pápulas ou"borbulhas" e pústulas semelhantes à acne, mas menores. Sensação de queimação ou ardor podem ocorrer durante o dia de forma temporária até ficar permanente.

 Embora ainda não haja uma cura definitiva, há tratamentos eficazes que melhoram os sintomas cosméticos.

 As causas da patologia são múltiplas. Dentre elas alterações do sistema imune inato e adaptativo do indivíduo, desregulação neuro-vascular, predisposição genética e crescimento exagerado de organismos comensais da pele como o Demodex. 

 Uma variedade de fatores externos pode exacerbar os sintomas clínicos como radiação ultravioleta, exposição ao simples calor, alimentos condimentados ou quentes em temperatura, café e cafeína, álcool e estresse. Se possível devem ser evitados por estes pacientes.

 O diagnóstico é basicamente clínico e raramente requer um exame histopatológico complementar com biópsia da pele.

 Os pacientes com rosácea chegam a desenvolver auto-estima baixa, ansiedade social e até depressão com a desagradável sensação de queimação e vermelhidão na face em momentos de maior preocupação.

 O tratamento pode aliviar não só os sintomas cosméticos, mas também o impacto negativo psicossocial da doença. Consiste em medicações tópicas, orais, modalidades de luz (luz pulsada, laser) até casos cirúrgicos.

 O cuidado correto da pele nos pacientes com a sensibilidade da rosácea é muito importante. Muitas vezes só de evitar certos cosméticos e ativos como o ácido retinóico e salicílico já há uma melhora!

 Limpadores e hidratantes devem ser suaves para pele sensível com pH neutro similar ao da nossa pele. Não devem conter emulsificantes que agridem a barreira cutânea e removem os lípides protetores. Hidratantes não podem ser irritantes ou alergênicos. Melhor não usar esfoliantes. A proteção solar precisa conter fatores altos como o FPS 50,  além de proteção contra UV-A. Maquiagem com corretivos esverdeados ajudam na camuflagem da vermelhidão.

 As medicações tópicas aprovadas pelo FDA(Food and Drug Administration) são o metronidazol, o ácido azeláico, a sulfacetamida sódica, o enxofre , o tartarato de brimonidina e a ivermectina creme.

 O tartarato de brimonidina usado anteriormente em colírio para glaucoma, é um agonista seletivo do receptor alfa adrenérgico que causa uma vasoconstrição ou fechamento temporário dos vasos superficiais da pele, melhorando a vermelhidão já 30 minutos após sua aplicação local.

 A ivermectina é um antiparasitário que melhora os pacientes com rosácea pápulo-pustulosa por reduzir o número de Demodex , um habitante natural da pele que se encontra em número aumentado nos casos de rosácea.

 Nos casos mais resistentes e severos muitas vezes torna-se necessário o uso de antibióticos ou antiparasitas orais por um tempo prolongado.




segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Proteção solar - parte 2

http://satelite.cptec.inpe.br/uv/
Índice de Ultravioleta

 Continuamos nossa série sobre proteção solar.

 Estudos demonstraram que o uso de protetor solar nos primeiros anos de vida, reduzia 78% a incidência de câncer de pele durante toda a vida. E o número de queimaduras solares na infância e adolescência, por outro lado, aumentava o risco de câncer de pele no adulto.

 Mas qual o melhor fator de proteção a ser usado? Para descobrirmos isso, vamos explicar primeiramente as radiações que atingem a nossa pele e os fatores que interferem nos índices de raios UV.

 A radiação ultravioleta representa 10% da radiação solar que atinge a atmosfera. Pode ser dividida pelo comprimento de onda em UV-A (315 a 400 nm) UV-B (280 a 315 nm) e UV-C (100 a 280 nm).

 A radiação UV-C é absorvida pelo oxigênio e ozônio da estratosfera, enquanto a UV-B sofre absorção pelo ozônio, mas é espalhada por moléculas e a UV-A sofre menor absorção pelo ozônio.

 Os níveis de raios ultravioleta que atingem a superfície dependem, então, de uma série de fatores em conjunto. O primeiro é o ozônio, o principal absorvedor dos raios UV. Infelizmente devido ao uso de gases criados pelo homem para refrigeração, desodorantes e sprays e clorofluorcarbonetos, a camada de ozônio foi sendo reduzida principalmente nas regiões de alta latitude e polos.

 A altitude também é importante. Quanto maior for a altitude, menor a camada da atmosfera e maior a quantidade de raios UV que atingem o local. As nuvens também conferem alguma proteção. Em dias de céu claro sem nuvens há uma maior quantidade de raios UV.

 A hora do dia e a estação do ano influenciam na quantidade dos raios UV de forma que quanto mais alto o sol estiver no céu, maiores os níveis de UV. Isto porque o caminho reto dos raios é mais curto do que um trajeto de incidência inclinada dos raios. Assim, horários próximos ao meio-dia e no verão, o índice de UV atinge seus valores máximos.

 Poluição e partículas presentes na atmosfera interagem com os raios UV, refletindo esta radiação para outras direções e às vezes até absorvem parte da radiação, por incrível que pareça protegendo-nos.

 A superfície do solo onde se está também interfere, refletindo a radiação incidente como na neve ou no asfalto, piorando as queimaduras.

 Desta forma, a Organização Mundial da Saúde criou o índice de Ultravioleta para orientar a população quanto à necessidade de uso do protetor, sendo mais importante do que o horário do dia.

 Quanto maior o valor do índice, pior será o dano solar. É considerado baixo menor que 2, médio de 3 a 5, alto maior do que 6, muito alto maior do que 8 e extremo superior a 11. O uso de protetor solar já está indicado em níveis acima de 3. Em casos extremos recomenda-se não sair ao sol.

 Na próxima publicação continuamos nossa série sobre fotoproteção. Fiquem com Deus e até lá.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Proteção solar - parte 1

 Proteja-se no verão


 Com o verão chegando, vamos iniciar uma série de publicações a respeito de proteção solar.

 Para começar, vamos falar sobre a quantidade correta para ser usada do protetor. Muitas pessoas se queixam que o filtro solar não protegeu adequadamente e deixou queimar . Por que será que isso aconteceu?

 Em primeiro lugar, para o filtro solar ser eficaz, deve dar uma cobertura mínima de 1 mm de espessura sobre toda a pele, para tal, devemos aplicar uma quantidade de 2 mg/cm2 de forma uniforme. Ou seja, para um adulto de 70 quilos e 1,70 de altura, deveria aplicar de 35 a 40 gramas do produto. Neste momento você deve estar me perguntando: "Mas como é que faço estas contas na correria da praia, tentando aplicar o filtro nas crianças que não querem parar quietas e esperar para entrar no mar?"

É realmente bem difícil. Principalmente quando se é mãe e precisa aplicar em todos rapidinho e se sobrar um tempo, aplicar em si mesma durante o caminho até o mar.

 Para facilitar é que foi criada a regra da colher de chá. Ou melhor, a quantidade boa para ser aplicada corresponde a uma colher de chá do protetor para a área da cabeça, uma colher para cada braço, duas colheres para o tronco e duas para cada coxa e perna.

  Mãe leva chapéu, boné para todos, camiseta, toalha, lanchinho, água, repelente, raquete, peteca, bola, brinquedos, fraldas, etc. Basta olhar o tamanho da bolsa de praia da mãe para saber o quão prevenida ela é. Tudo bem que mãe é prevenida, mas quem leva colher de chá na praia?

  Se ainda assim for difícil o cálculo, então o melhor mesmo é aplicar o fotoprotetor em duas camadas, uma seguida à outra para garantir.

 Afinal, a aplicação inicial é a responsável pelo sucesso da proteção. A reaplicação deverá ser feita após o tempo determinado pela formulação. Em geral é após duas horas, sendo que alguns protetores resistem mais tempo, resistem ao suor e à água.

  A Sociedade Portuguesa de Dermatologia recomenda o uso de fator de proteção mínimo de 30. Nas próximas publicações vamos explicar a escolha do fator de proteção solar e o chamado ppd. Cuide-se e até lá.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O que há de novo?


Tecnologia da Nasa no Protetor Solar


 O protetor solar Anthelios Airlicium tem um sensorial diferenciado seco e toque sedoso, especialmente para peles oleosas ou com tendência a acne. Homens que possuem um funcionamento maior das glândulas sebáceas também se beneficiam com seu uso.

 Na sua composição um sistema filtrante protege contra os raios ultravioleta A e B, resistente à água.

 Sem parabenos e óleo, com água termal calmante e antioxidante e micropartículas que absorvem a oleosidade e o suor à medida que são liberados na pele, dando uma sensação de rosto limpo o dia todo.

 Sua formulação contém sílica e micropartículas encapsuladas em 99% de ar, o que oferece controle do brilho ativado  toda vez que a pele produz oleosidade ou umidade. Esta substância é chamada de aerogel, onde se consegue extrair a porção líquida do gel, substituindo-a por gases.

 Graças a este processo, o aerogel é um material menos denso e mais leve do mundo: 99.9% dele é composto por espaços vazios repletos de ar. Estes espaços captam o óleo que vai sendo liberado na pele. 

 O aerogel pode ser usado para outros fins como por exemplo no revestimento interno no solado de calçados usados para caminhar sobre a neve e na limpeza de óleo derramado nos oceanos. A NASA usou o aerogel para capturar poeira espacial com a sonda Stardust e como isolante térmico nos trajes espaciais.
Seguindo a mesma tecnologia, o BB Blur Effaclar é uma base uniformizadora para peles oleosas que absorve o óleo e o suor por 9 horas. Ainda, possui um efeito óptico de reflexão da luz que encobre imediatamente imperfeições, uniformiza poros dilatados e linhas finas. A textura é muito leve e não agrava a acne. O pigmento de ferro presente na base oferece o efeito extra de filtro solar físico.