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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Demência no idoso II


 Segundo um artigo na revista Food Technology alguns nutrientes protegem o cérebro do envelhecimento e o mantém em boa forma. Este processo de envelhecimento cerebral inclui desde a diminuição do pensamento crítico até uma demência e Alzheimer.



 Os primeiros alimentos protetores são os flavonoides do cacau. Estudos mostram a melhora da saúde do coração e da circulação e também da memória. Eles agem numa parte do cérebro responsável pela memória relacionada à idade.

Blueberry tem atividade antioxidante e antinflamatória. Ele contém antocianinas, componente polifenólico que confere ao blueberry sua coloração azulada e possui altos teores de antioxidantes. As antocianinas são consideradas os principais bioativos responsáveis pelos benefícios do mirtilo que aumentam a sinalização neural nos processos cerebrais. O cuidado é com altas doses que podem ser laxativas.

 As vitaminas B6, B12, ácido fólico e ômega 3 mostraram-se boas na prevenção da atrofia cerebral.  As vitaminas do complexo B estão presentes na banana, lentilha, batata, pimenta, peru, fígado, atum, levedo e cerveja. O ácido fólico é encontrado em verduras, frutas cítricas, feijões e grãos integrais. O ácido graxo ômega 3 é encontrado no salmão, óleo de linhaça e sementes de chia. Um estudo realizado em camundongos mostrou que a suplementação deste nutriente resultou na melhora da memória espacial, de localização e reconhecimento do objeto.

 A fosfatidil serina e o ácido fosfatídico podem beneficiar a memória, o humor e as funções cognitivas do idoso. Além disso, são usados para recuperação após exercício físico e reduzir a angústia e o stress. A fosfatidilserina é encontrada em todas as membranas celulares, mas principalmente nas células do cérebro. À medida que envelhecemos, a quantidade de fosfatidilserina em nossas células cerebrais diminui. Ela é encontrada em produtos lácteos e carne e a ingesta destes produtos também diminui conforme envelhecemos.

A Citicolina ou CDP-colina (cytidine diphosphate choline) é uma substância natural encontrada nas células do corpo que ajuda a melhorar a comunicação entre os neurônios, que além de melhorar a memória, protege o cérebro dos danos dos radicais livres, os causadores do envelhecimento. Ela é benéfica não apenas para a memória, mas também para aprendizagem, raciocínio lógico e foco de atenção. Doses muito elevadas da sua suplentação, porém podem causar efeitos ruins com náuseas, cefaleia, diarreia e insônia.

 A Colina, presente na gema dos ovos, é um aminoácido necessário para a produção de novas células e para a reparação das membranas celulares danificadas. As células nervosas são as que produzem maiores quantidades de membranas celulares e desta forma são as mais sensíveis à deficiência de colina. O seu consumo protege o cérebro durante o envelhecimento, prevenindo mudanças químicas que levem ao declínio cognitivo.

 O Magnésio, encontrado nas sementes de abóbora, girassol, amêndoas, acelga, abacate, soja, bananas e chocolate amargo também é eficaz no processo da memória.



 Uma suplementação de nozes na dieta de pacientes com mais de 65 anos na Holanda e Estados Unidos reduziu o risco de Alzheimer. As nozes são ricas em Vitamina E, Zinco, Magnésio, Cálcio e fibras, ajudando a reduzir o Colesterol LDL.

(vide demência no idoso I)

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Cólicas do recém nascido

Alergia Alimentar


 Houve um aumento expressivo nas alergias alimentares na maioria dos países.

 Estão aparecendo alergias a vários antígenos ou alergênicos alimentares novos e outros distúrbios como refluxo gastresofágico e alterações no padrão de evacuação como a obstipação ou prisão de ventre.

 A maioria das alergias alimentares vem ocorrendo nos países desenvolvidos. Entre os principais motivos para isso é a teoria da higiene já falada anteriormente, onde a criança é superprotegida e não entra em contato com alguns alergênicos ambientais e não desenvolve tolerância a eles. Além disso, em muitos países a amamentação não está sendo priorizada, porque a mãe tem um curto período de licença e deve voltar logo ao trabalho. E nós sabemos que o leite materno tem um papel importante na prevenção das alergias.

 As alergias podem ser causadas pela presença de toxinas ou drogas como aditivos e corantes no alimento, por uma deficiência da pessoa de alguma enzima que digere o alimento, ou pela imaturidade do aparelho digestório da criança. 

 Quando a criança entra em contato com um alimento novo, o organismo pode seguir o caminho da tolerância ao alimento ou o da sensibilização ao mesmo.  Se o órgão digestório não estiver pronto para isso, ou seja, imaturo, pode desencadear uma reação alérgica. É por isso que o pediatra vai introduzindo os alimentos devagar de acordo com a idade do bebê.

 Outra causa de alergia é a herança genética ou predisposição familiar. Ainda, se a pessoa está com a parede do intestino inflamada por algum motivo como uma infecção, ela fica porosa e deixa passar toxinas que determinam a alergia.

 Alimentos comuns que causam as alergias alimentares são o leite de vaca, a soja , o ovo e o amendoim. 

 No adulto ainda pode haver alergia alimentar a crustáceos e peixe. A criança pode ter alergia à caseína ou a proteínas do soro do leite. Não existe alergia à lactose e sim dizemos intolerância à lactose porque não é uma proteína específica e sim um açúcar que existe até no leite materno.

 A alergia alimentar pode aparecer como uma urticária (pequenas bolinhas vermelhas semelhantes a picadas de inseto), dermatite atópica ou eczema na pele, rinite, asma, diarreia persistente, cólicas, anemia, inflamação ao redor do ânus, inchaço de lábios ou olhos (angioedema) e inflamação do esôfago ou esofagite com engasgo frequente.

 É muito importante nos casos onde foi feito o diagnóstico de alergia ao leite de vaca a substituição por fórmulas adequadas. Produtos à base de soja muito conhecidos não são bons. Eles não fornecem os nutrientes necessários ao crescimento do bebê. O caldo de frango é ainda pior se considerarmos que o frango também é um alergênico.
 Fórmulas infantis com proteína extensamente hidrolisada ou até fórmulas de aminoácidos podem ser indicadas pelo médico. Mas a forma de leite ideal ainda é o materno e a indústria de alimentos ainda deverá ter muito trabalho para conseguir produzir uma fórmula tão completa como ele.

 O uso de probióticos na gestante, na mãe que amamenta e mesmo no bebê pode reduzir a chance de alergia alimentar e as temidas cólicas do recém-nascido.


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Uma porção diária de veneno na nossa comida

 Pesticidas e agrotóxicos

  
Os pesticidas são os responsáveis por várias doenças crônicas da atualidade.
  Eles estão presentes em grande quantidade nas maçãs, tomates, uvas, folhas verdes da salada e pimenta, além de outras frutas.
  Há estudos demonstrando que eles podem causar câncer, diabetes, autismo, distúrbios reprodutivos, mutações, asma, defeitos de nascimento, Parkinsonismo, Alzheimer, alterações hormonais e outros.
  Além dos pesticidas, os agrotóxicos também são responsáveis por várias doenças. Infelizmente o único meio eficaz de evitarmos a sua ação tóxica é consumindo os alimentos orgânicos.
  De acordo com o Greenpeace, uma organização ambientalista, estes alimentos orgânicos contém uma quantidade vestigial ou mínima de pesticidas, uma vez que é quase impossível  evitar totalmente a sua presença.
  Nos alimentos normais, por outro lado, há um verdadeiro “cocktail” de vários venenos. As autoridades falam que a mistura destes pesticidas e agrotóxicos é segura para a saúde. Mas alguns estudos alertam para o fato das misturas poderem causar efeitos no nosso corpo totalmente imprevisíveis e desconhecidos.
  Mesmo que a quantidade destes venenos seja permitida pelas autoridades, a escolha por produtos orgânicos não melhora só a nossa saúde, mas também a qualidade do meio ambiente. Isto porque estes produtos são cultivados com os cuidados necessários para preservar o meio e a natureza.
  O problema é o custo elevado destes produtos que dificulta o seu consumo regular.
  Como sabemos que os agrotóxicos se acumulam mais na casca das frutas e legumes e na gordura das carnes, leite e derivados, o melhor é lavá-los com esponja e consumir estes alimentos retirando a casca, a pele e a gordura. Uma receita que encontrei para tirar um pouco destes venenos consiste em deixar as frutas e verduras 15 minutos de molho numa mistura de 900 ml de água, 100 ml de vinagre branco e uma colher de sopa de bicarbonato de sódio. Depois é só enxaguá-las em água e estão prontas para o consumo. Eu pessoalmente acredito que este banho serve para higienizar os alimentos e não retirar os agrotóxicos, mas na impossibilidade de consumir os alimentos orgânicos vale a tentativa.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O que é a Caspa?

 Dermatite seborreica


  É uma condição de vermelhidão e descamação de áreas da pele onde se concentram as glândulas sebáceas por um funcionamento exagerado das mesmas. Estas zonas mais comuns são o centro do rosto, ao redor do nariz, sobrancelhas e até mesmo cílios, couro cabeludo, atrás das orelhas, peito, axilas e virilha.
  Pode surgir precocemente no décimo dia de vida no couro cabeludo do bebê como a crosta láctea. O lactente pode ainda apresentar lesões descamativas no rosto, dobras e entre os glúteos. Nesta idade a causa do funcionamento exagerado das glândulas sebáceas são os hormônios da mãe que ainda estão na circulação do bebê.
  No adolescente acomete o centro do peito e das costas e o couro cabeludo principalmente. Nesta idade, a dermatite seborreica é desencadeada pela elevação dos hormônios do jovem.
  No adulto pode se manifestar apenas com descamação do couro cabeludo, a conhecida e indesejável caspa.
  O stress, mudanças bruscas de temperatura, o consumo de álcool, drogas, medicamentos e deficiências nutricionais como a falta de Zinco costumam ser os desencadeantes.


  Infecções por fungos e bactérias, o suor, fricção, alimentos condimentados e oleosos pioram o quadro. O uso frequente de gel ou pomada no couro cabeludo também agrava a situação.
  A dermatite seborreica não é contagiosa em si, mas as infecções secundárias por fungos sim.
  O tratamento consiste em usar um xampu específico para a gravidade de cada caso, que pode ser à base de piritionato de Zinco, ácido salicílico, ácido glicólico, cetoconazol, piroctone olamina, sulfeto de selênio e ictiol. O objetivo do tratamento é regularizar a descamação e tratar algum fungo contaminante.
  Alfa-bisabolol e mentol ou lactato de mentila podem estar presentes na formulação para melhorar a inflamação e aliviar a coceira, dando uma sensação de frescor.
  É importante lavar os cabelos com água não muito quente nem secá-los com secador quente porque pioram a seborreia. Não prender ou dormir com os cabelos molhados porque os fungos adoram locais úmidos. E evitar compartilhar escovas e pentes.
  Uma dieta sem alimentos condimentados e gordurosos, além de rica em folhas verde escuras, aminoácidos, vitamina B6, biotina e Zinco é benéfica.
  Desta forma a pessoa afetada pode voltar a usar roupas escuras sem o constrangimento de a descamação ficar visível.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Zinco é tudo de bom!

 Será que tenho deficiência de Zinco?


  Se você se sente muito cansado, com muita irritabilidade, temperamental, anda tendo muitas infecções, os cabelos estão caindo, com o desempenho sexual fraco, a pele com muita oleosidade ou espinhas, infertilidade, então você pode estar com deficiência de Zinco.
  Algumas crianças apresentam desde a mais tenra idade deficiência congênita de Zinco por um defeito na absorção de Zinco no trato gastrintestinal. Estas crianças têm os cabelos fracos, quebradiços, sem viço, muita descamação na face e ao redor dos orifícios como a boca, dermatite na área das fraldas. Ainda, muita irritabilidade. Esta doença é chamada de Acrodermatite Enteropática.
  Mas indivíduos adultos podem apresentar esta deficiência de Zinco por uma dieta inadequada.


 Funções do Zinco

  O Zinco é um elemento traço essencial para o corpo humano. As crianças necessitam de 3 a 7 mg de Zinco por dia, homens de 10 mg e mulheres 7mg de Zinco ao dia. Gestantes e lactentes 11mg ao dia. Em casos de deficiência congênita estas necessidades são bem maiores.
  Ele atua sobre cerca de 300 enzimas do nosso corpo. Uma de suas funções é estimular nosso metabolismo. A sua carência pode levar a um metabolismo mais lento e uma dificuldade de perder peso.  Algumas enzimas responsáveis pela produção de proteínas necessitam de Zinco e, portanto a construção de músculos, processos de cicatrização, sistema imunológico, pele e mucosas podem ser afetados.
  A pessoa carente de Zinco pode apresentar os três Ds: Diarreia, Dermatite e Dor na boca. Além disso, acne, dificuldade de cicatrização e muitas infecções. Em crianças a sua carência pode levar a um atraso no crescimento.
  Qualquer um pode estar sujeito a esta deficiência e muitos acreditam ser um problema dos vegetarianos, porque o Zinco de origem animal é melhor absorvido do que o  a partir de fontes vegetais. Isto não é verdade. A deficiência de Zinco decorre de um ato de alimentar-se de forma errada.
  Quando o Zinco é reposto na dieta, os cabelos agradecem e param de cair após um a três meses.
  O Zinco ajuda nos processos de desintoxicação do corpo, por exemplo, ao álcool, a metais pesados e na luta contra os temidos radicais livres que causam o nosso envelhecimento.
  Ele é um potente antidepressivo porque é um componente da enzima que entra na produção da serotonina.
  Mesmo na melhor terceira idade, ele colabora para a saúde mental e neurológica. Pacientes com Alzheimer e Parkinson têm níveis baixos de Zinco. Muitas vezes falta também a vitamina D, ácidos graxos ômega três e magnésio, mas começar repondo o Zinco é tudo de bom!
  O Zinco é parte da forma de armazenamento da insulina e muito importante para os diabéticos. Estes pacientes com níveis baixos de Zinco podem apresentar níveis altos de pressão arterial, triglicérides e doença do coração. Ainda, têm dificuldade maior para cicatrizar feridas.
  A falta de Zinco afeta a fertilidade. Diminui a contagem de espermatozóides e a mobilidade deles.
  As gestantes também precisam muito do amigo Zinco, sem ele podem ter mais sangramento após o parto.
  Muitas drogas podem reduzir os níveis de Zinco como medicações para abaixar a pressão, antiácidos, anticoncepcionais, ciclosporina Ainda, cortisona, diuréticos, remédios para o colesterol, tetraciclina e quelantes como o EDTA. Não são só os medicamentos que diminuem o zinco, o álcool também aumenta a sua excreção pela urina. Doenças crônicas como alergias, artrite, diabetes, doença renal, diarreias e  infeccções também.
  Há ainda um distúrbio metabólico chamado de cryptopyrroluria onde a pessoa perde Zinco, Manganês e vitamina B6 pela urina. Pode apresentar-se com enxaquecas, mudanças de humor, fadiga, problemas de concentração, tontura, sono, problemas oculares, alergias e intolerâncias alimentares.


 Onde encontramos o Zinco?

  É normalmente encontrado nos produtos à base de carne e queijo (2-5 mg/100g), cereais(2-4 mg/100g), leguminosas(3,5mg/100g), ostras(8mg/100g), semente de abóbora(7mg/100g), semente de linhaça, de papoula. Frutas e legumes, no entanto têm pequenas quantidades de zinco (0,1 a 1 mg por 100 g).  Eu pessoalmente prefiro as verduras e frutas a comer 100 gramas de sementes de papoula... Mas não é só consumir alimentos com Zinco. Alguns alimentos como a caseína do leite impedem a sua absorção. Nos vegetais e cereais é o ácido fítico que se liga ao zinco e reduz sua absorção. Assim fica difícil, não é?


 Então como melhorar a absorção do Zinco dos vegetais?

  Basta deixar as leguminosas e oleaginosas de molho na água várias horas antes do consumo até germinarem. O processo de germinação ativa a enzima fitase que reduz o ácido fítico. Assim ele não se liga ao Zinco que é melhor absorvido. Para os cereais isto fica complicado, mas já existem flocos de mudas para venda no comércio de orgânicos.
  O cozimento também reduz o teor de zinco, então o correto é jogar a água fervente e não deixar ferver junto com o alimento ou fritar. Farinha e arroz integrais contem mais zinco do que as brancas e arroz polido.

  Um exemplo de dieta com quantidade de 13,6 mg de Zinco:


Café da manhã: Muesli:

50g de aveia embebida em água em 10g de linhaça à noite
20g de amêndoas ou castanha de caju
15g de frutos secos
100g de frutas frescas


Almoço-Smoothie verde:

100g de espinafre
100g de frutas
10g de pasta de amêndoas brancas
Água necessária.
100g Quinoa
100g brócolis
100g cogumelos


Lanche:

30g de sementes de abóboras

Jantar:

100g de pão integral com sementes de girassol
100g de abacate

Se for necessário repor o Zinco através de pílulas o ideal é o Zinco quelado, ou seja, ligado a um aminoácido a glicina, para ser melhor absorvido . O ideal é tomar à noite com um copo de água.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Depressão e Alimentação

Depressão têm relação com a flora intestinal?


  A serotonina é conhecida como o hormônio da felicidade. Quando seus níveis estavam baixos podia surgir a depressão. Os antidepressivos tinham o papel de impedir a degradação e a recaptação da serotonina no cérebro para elevar seus níveis.
  Por um bom tempo nos foi dito que o desbalanço químico de serotonina, norepinefrina e dopamina no cérebro causariam a depressão e outros transtornos mentais. A indústria farmacêutica teve um papel fundamental na difusão desta ideia, uma vez que arrecada cerca de US$ 10 bilhões só nos Estados Unidos com a venda de antidepressivos. Estudos novos demonstraram, porém, pacientes com depressão com níveis anormalmente altos de serotonina e norepinefrina e outros sem depressão com estes níveis baixos. A depressão, então, não seria apenas uma doença, mas um sintoma de algo maior no organismo. Isto é, a depressão seria um sintoma de um processo de inflamação crônica.
  Durante uma inflamação são liberadas várias substâncias chamadas de citocinas. Como exemplo de citocinas inflamatórias temos o TNF-α(fator de necrose tumoral), IL-1(interleucina), IFN-ɣ(interferon) que podem desencadear quadros psiquiátricos. Por outro lado, drogas antidepressivas reduzem estas citocinas inflamatórias.

Então se é a inflamação que causa a depressão, o que causa a inflamação?


  A nossa dieta e estilos de vida modernos são fatores para desenvolver a inflamação.
  Alimentos como açúcar, farinha refinada, gorduras oxidadas, gorduras trans, conservantes, aditivos, agrotóxicos além de outros geram este processo inflamatório. Já gorduras ricas em ácidos graxos ômega-3, ômega-6 e 9, comidas fermentadas e fibras não digeríveis são capazes de reduzir a inflamação.
  A obesidade é outro processo inflamatório que estaria ligado à depressão. O stress desencadeia a liberação das citocinas inflamatórias como TNF-α e IL-1. A privação de sono crônica também é outro fator de depressão. A deficiência de Vitamina D é outro fator porque níveis normais de vitamina D reduzem estas citocinas prejudiciais.
  Atualmente comenta-se que a nossa felicidade depende do nosso intestino.
  Quem imaginaria que distúrbios da flora intestinal na infância poderiam ser a causa de níveis baixos de serotonina no adulto?

Como a flora intestinal pode interferir nos níveis de serotonina no cérebro e inflamação no organismo?


  A flora intestinal significa o conjunto do todos os microrganismos que habitam o nosso intestino. Na verdade, a nossa flora intestinal repercute não só no cérebro, mas em todo o nosso organismo. Por exemplo, no desenvolvimento de alergias e intolerância alimentar, bem como no desenvolvimento de diabetes, desordens inflamatórias crônicas, obesidade e doenças autoimunes. Ela regula nosso apetite e a escolha dos alimentos que vamos comer.
  Atualmente acredita-se que ela seja responsável por doenças como o autismo e a depressão. Neste momento você deve estar se perguntando: Mas como isto é possível?
  Se pensarmos que a flora intestinal é responsável pela digestão e absorção de todos os nutrientes e substâncias vitais para o nosso organismo, bem como a manutenção da mucosa intestinal íntegra, formando uma barreira para a entrada de toxinas e metabólitos tóxicos que entram na corrente sanguínea, veremos o quanto ela é importante. Além disso, dela depende o funcionamento do nosso sistema imunológico.
  Logo após o nascimento, a flora intestinal desempenha um papel muito importante no desenvolvimento e amadurecimento do sistema imunológico e endócrino. Estes por sua vez, têm papel chave no desenvolvimento do sistema nervoso central.
  Quando a flora intestinal normal é substituída por bactérias nocivas, ocorre uma alteração da permeabilidade da barreira intestinal e substâncias como lipopolissacarídeos (LPS) são absorvidos e penetram na circulação, provocando a liberação de citocinas inflamatórias.
  Pesquisadores irlandeses demonstraram que uma flora alterada na infância afetava a produção de serotonina. Daí a importância em se defender o parto normal, a amamentação, o uso de probióticos na gestante e no lactente, evitar o uso excessivo de antibióticos para poder formar uma flora diversa e estável.
  Estudos mostraram que o uso de probióticos reduzia a intensidade de reações emocionais. Ratos de laboratório alimentados com probióticos respondiam de uma forma mais lenta ao stress. O mesmo estudo foi reproduzido em mulheres e as que recebiam probióticos por quatro semanas responderam de forma mais equilibrada e mais descontraída ao stress. Assim, descobrimos que não é só o stress que afeta o estômago e o intestino, mas os intestinos afetam o cérebro. Parece confuso? Estamos redescobrindo o que a medicina milenar tradicional Chinesa e a Ayrveda já tinham como um conceito definido.
  Concluindo, a nossa saúde fisica e mental dependem dos nossos hábitos alimentares.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Intolerância à lactose

 Leite de côco


  Uma excelente alternativa para as pessoas intolerantes à lactose como eu que não gostam do sabor do leite de soja é o leite de côco.
  Além de ser delicioso é saudável. Fornecedor de energia rápida porque é rico em carbohidratos e ácidos graxos de cadeia média, sendo raramente armazenado como gordura corporal. Pelo contrário, ele estimula a função da tireóide  e ajuda a emagrecer.
Para produzir o leite de côco é preciso abri-lo e extrair a polpa branca e bater no liquidificador com um pouco de água morna.
  A gordura existente no côco eleva o colesterol bom, protetor, o chamado HDL. Assim ajuda a diminuir o risco de doenças do coração e arteriosclerose, ao contrário do que se falava antigamente.
  Enquanto nos países onde o consumo de alimentos altamente industrializados os habitantes morriam de ataques cardíacos ou acidente vascular cerebral, nos países onde o consumo do leite e óleo de côco era elevado, como Papua Nova Guiné, isso não ocorria.

 

 Mas o leite de côco não é muito gorduroso?

  Ele pode conter dependendo da sua diluição, de 15 a 20 por cento de gordura, enquanto o creme de leite de vaca contém 30 a 35 por cento de gordura. Além disso, o tipo de gordura é diferente. Ele é rico em ácidos graxos de cadeia média que são queimados pelo corpo mais rapidamente do que outros tipos de gordura, sendo raramente armazenados como depósitos de gordura. Mas não é por isso que podemos exagerar. Se um indivíduo quer emagrecer não deve exceder o consumo diário de 60 ml de leite de côco e de 30 ml de óleo de côco.


  Leite de côco é bom para a acne

  O leite de côco contém ainda ácido láurico um agente antimicrobiano que ajuda a combater infecções como o herpes vírus, resfriados e fungos como a Candida. Este ácido também age sobre as bactérias causadoras da acne, o Propionibacterium acnes. Ainda, ele atua na redução da produção do sebo também, ao contrário do leite de vaca que possui mais de vinte hormônios e estimula a piora da acne.


 Como encontrá-lo?

  Como qualquer alimento a sua procedência é importante. O leite de côco orgânico é engarrafado sem aditivos. Se for usar leite de côco orgânico em pó, dilua 2 ou 3 colheres do pó para um copo de água. Este apresenta uma fibra especial a acácia que agrega mais benefícios ao leite de côco. Esta fibra oriunda da árvore Acacia Africana atua sobre o movimento peristáltico do intestino de forma suave, melhora as bactérias intestinais como falamos na matéria de prebióticos e é antinflamatória para o intestino.
  Uma receita boa para o lanche é adicionar 500g de frutas frescas como manga, banana, morangos, amoras à 400 ml de leite de côco orgânico, 4 colheres de sopa de mel orgânico, ¼ de colher de chá de baunilha orgânica e bater no liquidificador.
É importante ressaltar que o leite de côco não é o substituto ideal para os bebês com alergia ao leite de  vaca porque não possui os nutrientes necessários para esta faixa etária. 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Suplementos vitamínicos fazem bem ou mal?

 Melhorando a Nutrição


  Atualmente estamos longe de uma nutrição perfeita apenas pela nossa alimentação. Em primeiro lugar porque não temos tempo de ir ao mercado ou feira frequentemente e comprar os alimentos frescos, ou se o fazemos não sabemos quais são os melhores. E se sabemos escolher, às vezes não sabemos prepará-los e acabamos perdendo no preparo inadequado as suas fontes de vitaminas e minerais. Ainda, muitos estão contaminados por agrotóxicos ou são cultivados em solos pobres e não possuem verdadeiramente o que necessitamos. Além disso, nem sempre os alimentos saudáveis são gostosos ao nosso paladar.
  Os suplementos nutricionais são então uma opção para fornecer ao corpo o que ele precisa tão desesperadamente e que muitas vezes falta na nossa dieta.

 Quais os suplementos recomendados? Quais os que são realmente necessários? E o excesso deles faz mal?


  Geladeira e armários repletos de latas, garrafas e frascos e mesas cheias de pílulas de energia, suplementos, “shakes” milagrosos musculares e de emagrecimento não são sempre saudáveis.
  Vamos falar de alguns suplementos bons à nossa saúde. A vitamina D, por exemplo, é uma vitamina fantástica! Juntamente com Cálcio e vitamina K, mantém os nossos ossos e dentes fortes, além de proteger contra o sol no verão e no inverno contra resfriados e alergia. Mas o seu uso vem sendo exagerado e a sua tomada em doses muito altas sem estudos científicos confiáveis. O ideal seria manter os níveis de vitamina D no sangue perto de 30 ng/ml. 
  Felizmente, o nosso corpo produz a vitamina D com a ajuda de radiação solar na pele. Aí começa outra discussão entre os próprios médicos. Já atendi pacientes repletos de câncer de pele, porque o médico orientou tomar sol ao meio dia sem protetor, para aumentar seu nível de vitamina D.
   O câncer de pele é o mais comum na população em geral e seu número vem aumentando com os efeitos do sol. Então é preciso um pouco de bom senso. Nós vivemos num país ensolarado graças a Deus e só de andarmos até o trabalho já nos expomos a ele. Além disso, os protetores solares não bloqueiam totalmente a passagem dos raios do sol. Então um pouquinho de sol quase que diário nas mãos, pés pode já ser suficiente. 
  O que não devemos é nos expor ao sol sem filtro solar, porque mesmo em horas precoces da manhã às vezes o índice de ultravioleta pode estar muito alto em determinadas regiões. E se ainda assim a vitamina D no sangue estiver baixa, suplementamos com as famosas gotinhas.
  A vitamina K é encontrada em vegetais de folhas verde como espinafre, acelga e saladas. Ervas como salsa, cebolinha e vegetais como couve de Bruxelas e brócolis, bem como em ovos, grão de bico e pistache.
  O Cálcio é essencial não só para os ossos e dentes saudáveis, mas também para os vasos sanguíneos ajudando a manter a pressão arterial regulada e uma ação adequada de insulina. O cálcio também assegura a excitabilidade de células nervosas e musculares e também está envolvido na coagulação do sangue. 
  Um adulto tem a necessidade diária de 1000mg de Cálcio por dia. O leite e derivados são boas fontes de cálcio, mas algumas pessoas intolerantes à lactose ou à proteína do leite que não podem tomá-lo podem obtê-lo a partir de vegetais como o espinafre, acelga e ruibarbo. Mas o cálcio a partir destes vegetais pode ser absorvido apenas cerca de 5 a 8 por cento e estas pessoas podem precisar de suplementação. Esta suplementação de cálcio, porém, não pode ser em excesso porque pode desencadear cálculos renais.
  Outras fontes de cálcio vegetais podem ter maior biodisponibilidade e consequente maior absorção do cálcio como: grãos (feijão branco ou feijão fradinho) onde são absorvidos 20-25 por cento do cálcio. A batata doce chega a 22 por cento. O tofu (se preparado com sulfato de cálcio como um coagulante) é relativamente bem absorvido, isto é, equivalente ao dos produtos lácteos (31 por cento). 
  O tofu por sua vez nem sempre é delicioso, mas uma dica de uma receita simples pode ajudar. Amasse com garfo 300g de tofu e misture 1 colher de manjericão picado, salsinha, cebolinha, 4 colheres de azeite de oliva e sal. Esta pasta pode ser usada no pão ou na torrada.

terça-feira, 14 de abril de 2015

O chocolate faz bem ao coração

 Cacau antidepressivo e antioxidante


  As sementes do cacaueiro sofrem fermentação e transformam-se em amêndoas.  A partir destas, extrai-se o pó e a manteiga de cacau. Um processamento posterior misturando a massa de cacau, o cacau em pó e a manteiga de cacau resulta no chocolate final.
  O cacau presente no chocolate é que nos traz as ações benéficas. Isto porque ele é rico em antioxidantes, os flavonóides ou polifenóis.  Outros componentes bons são as procianidinas que contém as epicatequinas. As procianidinas promovem a redução do colesterol ruim, dito LDL, relacionado às doenças cardiovasculares. Elas também são importantes para o sistema imunológico.
  Os flavonóides interceptam os radicais livres e reforçam as defesas antioxidantes dos órgãos.
  Estudos mostraram que os flavonóides do cacau aumentam a síntese de ácido nítrico nos vasos sanguíneos, um vasodilatador que causa aumento do fluxo para o cérebro, ajudando nos casos de demência senil e acidentes vasculares.
  O chocolate amargo com maior porcentagem de cacau é que possui mais flavonóides. Já o chocolate branco não tem quantidade importante. A farinha de cacau, por sua vez, é a que apresenta maior quantidade destas substâncias.
  Os demais componentes são proteínas, carboidratos, ácidos graxos saturados, minerais como o manganês, magnésio, cobre e ferro, além de potássio. Vitaminas do complexo B: a tiamina e a niacina. Ainda, teobromina e cafeína.
  A metilxantina e a teobromina têm ação estimulante como a da cafeína. Outro estimulante presente no cacau é a feniletilamina. O chocolate pode ainda estimular a produção de serotonina que combate a depressão. Por este motivo que as mulheres na época pré-menstrual têm mais vontade de comer chocolate, pela sensação de bem estar que ele proporciona.
  Estes são bons motivos para nós amantes do chocolate justificarmos o seu consumo, mas nada de abusos porque ele tem muitas gorduras saturadas.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

PREBIÓTICOS: Alimentando as bactérias do bem

 Como ter bactérias do bem no meu corpo?

Salada de côco com chicória
  Uma flora intestinal saudável e equilibrada é formada através de uma dieta rica em prebióticos. Dietas deficientes em prebióticos podem causar a morte das nossas bactérias boas intestinais; é como se fossem o alimento para elas. Faltando este alimento as bactérias do bem morrem de fome e as bactérias nocivas aumentam em número. Assim, a flora intestinal entra em desequilíbrio e o nosso organismo pode ficar doente.
  Os primeiros sintomas da doença são as evacuações irregulares, tanto diarreia quanto prisão de ventre.
  Os prebióticos são em geral fibras alimentares.  Muitas dietas de emagrecimento são compostas apenas por proteínas. Se fizermos uma dieta rica em proteínas e pobre em fibras, ao invés da fermentação positiva dos prebióticos teremos uma digestão das proteínas. Esta digestão gera substâncias prejudiciais à saúde como um gás chamado de sulfeto de selênio, aminas, fenóis e indóis. Estes podem irritar as células intestinais além de causar sua mudança ou mutação com efeitos negativos para o sistema imunológico.
  Os prebióticos aumentam o número das bifidobactérias e bactérias produtoras de ácido lático (Probióticos). Os ácidos graxos de cadeia curta e o ácido lático são muito importantes tanto para a flora intestinal quanto para as células intestinais. Ambos diminuem o pH no intestino grosso(cólon), garantindo este meio ácido indesejável para as bactérias nocivas, além de fornecer energia para as nossas células. O nosso objetivo é então promover a fermentação destes prebióticos no intestino reduzindo a fermentação de proteínas.

 Como diminuir a fermentação de proteínas e aumentar a de prebióticos?

  Consumindo mais estas fibras e menos proteína animal.
  Desta forma estaremos liberando menos produtos tóxicos e diminuindo as bactérias nocivas ao menor número aceitável e aumentando as bifidobactérias. Estas bactérias do bem fornecem uma melhor digestão e maior absorção dos nutrientes.
  Quando o equilíbrio intestinal é restabelecido desaparecem os sintomas e problemas de saúde causados pelo mau funcionamento gastrointestinal.

 Onde encontramos estes prebióticos?

Alho poró

  Um alimento para ser classificado como prebiótico deve ser demonstrado que não é degradado no estômago ou absorvido no intestino. Deve ainda ser fermentado pelas bactérias do intestino e estimular o crescimento das bactérias benéficas.
  Os prebióticos são encontrados em certos alimentos com fibras não digeríveis como a Inulina que está presente na alcachofra, chicória, alho poró, cebolas e algumas raízes. Estes alimentos devem ser os mais frescos possíveis. Outro exemplo é um tubérculo chamado Yacon. Ele parece com uma batata doce, mas tem sabor e consistência de maçã. Pode ser consumido cru ou cozido e misturado à salada de batatas.
  No início do tratamento estes prebióticos podem causar inchaço e distensão na barriga, mas isto é temporário. Por isso devemos começar consumindo poucas fibras e aumentando aos poucos, à medida que as bactérias boas aumentam esta situação vai se regularizando e produzindo menos gazes.

Batata e Yacon

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Substâncias com ação hormonal nos produtos de higiene e beleza

Ação de hormônios feminilizantes


  Muitos cosméticos apresentam substâncias que podem comprometer a formação dos órgãos sexuais masculinos do bebê se utilizados por gestantes até o terceiro mês de gravidez.
  Estudos demonstraram que algumas substâncias químicas presentes nos produtos de higiene pessoal quando usadas durante as primeiras doze semanas de gravidez afetavam a produção de espermatozóides do filho na idade adulta.
  Alguns deles são os parabenos. Eles são usados como conservantes dos cosméticos, protegendo contra fungos e bactérias. Muitos estudos, porém, mostraram que eles têm ação de hormônio feminino. Eles são capazes de penetrar através da pele e se acumular ficando até 8 horas depois de usar o cosmético. Os parabenos podem ser eliminados no leite materno. Então, se um bebê do sexo masculino mama este leite com a presença do parabeno (com ação de hormônio feminino) pode alterar o seu desenvolvimento e até reduzir o tamanho de seus órgãos reprodutores (testículos). E o pior é que eles podem ainda causar aumento na incidência de câncer de mama e infertilidade.
  Outros estudos demonstram que os peixes de uma determinada região não se reproduziam mais. Isto porque as pessoas que se banhavam neste lago usavam protetor solar. Vamos explicar melhor. Substâncias presentes no filtro solar com ação hormonal feminilizante eram absorvidas pela pele dos peixes e alteravam seu desenvolvimento de órgãos sexuais. Este componente é o 4-Metilbenzilideno cânfora (4-MBC).
  Devemos, portanto, preferir os cosméticos ditos “paraben-free” ou isentos de parabenos. 
  Além disso, não conservar os alimentos em recipientes plásticos, preferindo os de vidro.


  Por outro lado, há  alguns alimentos que ajudam a combater a estrogenização como brócolis, espinafre, couve-flor, repolho e couve. A couve-lombarda é muito usada para este fim pela medicina tradicional chinesa.  As frutas cítricas como as laranjas, tangerinas e limões também são usadas com este objetivo. Ainda, os chás de camomila e verde. A cebola e o alho como desintoxicadores. Frutas secas e sementes como as amêndoas, as nozes, os cajus e as sementes de abóbora também são boas. Frutas vermelhas, como a framboesa, as amoras e os morangos e finalmente os peixes, como o salmão, a truta e o tubarão têm a mesma função.

domingo, 29 de março de 2015

Existem bactérias boas?

 Disbacteriose


  Nós vivemos numa relação de simbiose com algumas bactérias específicas que habitam a nossa boca, intestino, vagina e pele. As bactérias boas para a nossa saúde são os lactobacilos e as bifidobactérias.
  Se alimentamos as bactérias nocivas ou matamos as bactérias boas e sobra mais alimento para as ruins, ficamos doentes. Estra condição de alteração das nossas bactérias habituais é a disbacteriose. Além da doença, estas bactérias podem dificultar o seu tratamento.
  Quando comparamos as bactérias de uma pessoa saudável com uma doente verificamos que as do doente estão alteradas, portanto, a doença ocorre com a disbacteriose intestinal. Indivíduos obesos também apresentam bactérias diferentes das dos indivíduos com peso normal.


O que esta alteração das bactérias pode causar?

  Cada bactéria tem uma necessidade particular para sobreviver e se multiplicar. Algumas precisam de meio ácido, outras de meio alcalino, algumas de muito oxigênio e outras de pouco oxigênio, assim como os diferentes animais e seus meios ambientes. Assim, se um meio prevalece, uma determinada bactéria se multiplica. Uma pessoa irá determinar os diversos meios para diferentes bactérias no seu organismo dependendo de seu estilo de vida e alimentação. E isto refletirá no seu bem estar e saúde.
  As bactérias amigas (Probióticos) facilitam a digestão e absorção de nutrientes, melhoram nosso sistema imunológico e restringem o crescimento das bactérias E.coli nocivas que produzem toxinas.
  A parede do intestino normal deixa passar apenas os nutrientes e barra as toxinas. Nos casos onde houve esta alteração dos habitantes intestinais, a parede intestinal torna-se permeável a substâncias tóxicas que normalmente não seriam absorvidas. Elas atravessam a parede e ganham a circulação sanguínea chegando até os órgãos.  A partir daí surgem os quadros de alergia, intolerâncias alimentares, doenças crônicas intestinais, doenças reumatológicas, diabetes e até Alzheimer.
Tem início um processo de envenenamento do nosso corpo com os produtos tóxicos. Os rins, o fígado e o baço precisam trabalhar muito mais para eliminar estas substâncias. O fígado e o baço por sua vez sobrecarregados, podem não conseguir executar suas inúmeras funções como a de proteção imunológica.


O que pode desencadear esta alteração?

  O uso de antibióticos, por exemplo, para uma infecção na boca ou na pele pode alterar a flora da vagina e do intestino também.   O uso indiscriminado e prolongado de antibióticos por mais de três meses pode levar à formação de bactérias resistentes no paciente. E o pior é que pode gerar bactérias nocivas e resistentes nas pessoas próximas deste doente também. E assim cria-se esta guerra mundial contra as “superbactérias”.
  Outros fatores da nossa vida diária podem gerar esta mudança das bactérias como o stress crônico, o uso de hormônios e alguns anticoncepcionais, o flúor na água e creme dental, alto teor de açúcar e gorduras na dieta, dieta pobre em vitaminas e minerais, aditivos alimentares e corantes artificiais e resíduos de pesticidas nos alimentos.


Como reconstruir a nossa flora intestinal?

  Infelizmente as bactérias benéficas se recuperam de uma forma muito mais lenta do que as nocivas. Através de uma dieta rica em probióticos de boa qualidade como os Lactobacillus e Bifidobacterium específicos para cada pessoa podemos restabelecer o equilíbrio natural. Por exemplo, o Lactobacillus reuteri é bom para a saúde dentária, gestantes e nutrizes. O Lactobacillus helveticus é bom para infecção urinária ou por um fungo chamado de Cândida albicans. O Lactobacillus rhamnosus GG é usado no tratamento da dermatite atópica e muitos outros que iremos discutindo nas próximas publicações. Além dos probióticos falaremos dos prebióticos que são o alimento para estas bactérias do bem.

terça-feira, 24 de março de 2015

Queda de cabelo

O outono dos cabelos


 Os cabelos necessitam de vitaminas e minerais para seu crescimento saudável.
 Muitas pessoas apresentam após um “stress” uma queda visível dos cabelos. E “stress” pode ser tanto psicológico como físico, como uma doença, cirurgia ou dieta de emagrecimento. Esta queda dos cabelos, quando excluímos outras causas, é chamada de eflúvio telógeno. Isto porque grande parte dos cabelos passa da fase anágena (ou de crescimento) para uma fase telógena, onde os fios se desprendem facilmente de sua raiz e caem. Aí é aquele susto ao pentear ou lavar os cabelos: caem aos chumaços. É como se o organismo deixasse faltar nutrientes para órgãos que ele considera menos importantes como os cabelos e unhas e reservasse para os mais nobres. Se estivermos com nossos estoques de nutrientes baixos então, a devastação é pior. Mas não é preciso se desesperar, este distúrbio tem tratamento. Hoje vamos falar um pouco sobre o assunto.

Como melhorar a nossa nutrição para um crescimento forte e saudável dos cabelos?


Cabelos saudáveis necessitam de Selênio. Ele é um elemento que o corpo precisa em pequenas quantidades, mas é vital. Sua falta pode contribuir para doenças cardíacas e câncer, bem como a falta de crescimento do cabelo. Boas fontes de Selênio são as castanhas-do-pará, nozes, frutos do mar, aves e carnes vermelhas, grãos de aveia e arroz integral.
 O Iodo é outro oligoelemento que os cabelos necessitam, além de apoiar a função da tireoide. Peixes, algas e sal marinho são fornecedores de Iodo.
 O Zinco além de estimular os fios, colabora para a formação da queratina e colágeno, componentes da pele, cabelos e unhas. Além disso, controla a seborreia e oleosidade da pele e atua melhorando nossas defesas contra infecções. Fontes de Zinco são verduras de folha verde escura e nozes.
 Os ossos, dentes e folículos pilosos necessitam de Cálcio e Magnésio para crescerem. Sem uma dieta balanceada o organismo vai retirar este Cálcio dos ossos. Alimentos como amêndoas, nozes, gergelim, linhaça, painço, sardinha, ovos, carne, couve e espinafre são fontes de cálcio, além do leite e derivados. O Magnésio está presente nas plantas verdes.
 O Silício é imprescindível para a produção e manutenção do colágeno e tecido elástico. O silício realmente eficaz para nosso organismo é o orgânico, o mineral é pouco absorvido. Aveia, milho, arroz, cogumelos, cevada, trigo, cavalinha, frango, miúdos do frango como coração e moela são fontes de Silício. Pode ser formulado com o nome de Exsynutrisment ou Exselen.
 A Biotina além de aumentar o crescimento dos fios, controla a seborreia. As suas fontes são a gema de ovo, leite e fígado. Os cabelos são formados de 65 a 90% de proteínas, estas por sua vez são formadas por aminoácidos. Como exemplo, a Cisteína que compõe a queratina.
 Muitas vezes, porém, a dieta não é suficiente para fornecer nossas necessidades de vitaminas e minerais. O motivo é que muitos alimentos hoje são cultivados em solos pobres, deficientes em minerais. As plantas que crescem nestes solos também absorvem menos nutrientes. Os solos são muito utilizados para atender ao consumo elevado e as plantas são fortemente fertilizadas para permitir o cultivo de grandes quantidades. Estes fertilizantes impedem a absorção de oligoelementos do solo. Daí a procura cada vez maior por alimentos orgânicos. O seu custo alto, porém dificulta o consumo.

 Para uma boa saúde dos cabelos então precisamos prestar mais atenção na nossa alimentação, mas isto não é tudo. Procurar meios que nos aliviem do stress diário como praticar exercício físico ou uma atividade onde encontre distração e prazer como cultivar as amizades, pintar, cantar, dançar. Manter-se ativo e sociável pode transformar a nossa idade na melhor idade. 

quarta-feira, 18 de março de 2015

Alimentos Funcionais

Alimentos funcionais -pro e prebióticos


São alimentos que além dos benefícios que trazem por seu valor nutritivo, tem papel importante na redução do risco de certas doenças crônicas, aumentando a nossa qualidade de vida. Na verdade são alimentos conhecidos que fazem parte da dieta usual. Os alimentos funcionais não são alimentos enriquecidos com vitaminas e sais minerais.

A legislação americana (FDA) classifica os alimentos funcionais em cinco grupos: Alimento, suplemento alimentar, alimento para uso dietético, alimento-medicamento ou droga. A legislação brasileira define que o alimento tem propriedades funcionais boas à saúde, ao crescimento e desenvolvimento.
Exemplos destes alimentos são os probióticos, prebióticos e simbióticos.

O que são os probióticos?
Os probióticos são microrganismos vivos que irão agir sobre os nossos microrganismos habitantes intestinais resultando num aumento de resistência a infecções por patógenos. Ajudam a prevenir infecções gastrintestinais, melhora do sistema imunológico, melhor digestão da lactose em indivíduos intolerantes, alívio da prisão de ventre e melhor absorção dos nutrientes da nossa dieta. Ainda, há estudos que mostram a melhora de quadros alérgicos, infecções urinárias das mulheres, melhora dos níveis de gordura no sangue e até da pressão arterial.
Os iogurtes e leites fermentados são exemplos destes alimentos com probióticos.


E os prebióticos?

Os prebióticos são alimentos não digeríveis como oligossacarídeos e fibras dietéticas. Eles mudam a atividade e a composição dos microrganismos que habitam o nosso intestino. Isto é, podem reduzir organismos vilões causadores de doença ou aumentar os bonzinhos.

Além disso,os  prebióticos melhoram a absorção de cálcio e até a redução do risco de câncer de cólon. A chicória é rica num prebiótico chamado de Inulina, ajudando a reduzir as gorduras no sangue e estabilizar os níveis de glicose, retardando doenças do coração e o diabetes. Outras boas fontes são: a cevada, a aveia e a polpa desidratada da maçã. Outros prebióticos chamados de FOS (Frutooligossacarídeos) podem ser encontrados nas alcachofras, aspargos, beterrabas, banana, alho, cebola,tomate,tubérculos  como o yacon.

Os simbióticos são a combinação dos probióticos com prebióticos num mesmo alimento.
Estes alimentos, porém devem ser consumidos nas quantidades certas para cada pessoa, porque podem aumentar o número de evacuações, flatulência ou causar distensão abdominal.