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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Proteção solar - parte 3

Efeitos da radiação solar na nossa pele


Croácia


 As radiações ultravioleta que atingem a nossa pele, dependendo do tipo de pele de cada um , da intensidade da radiação, do tipo de radiação, do tempo de exposição e da proximidade do sol, podem desencadear efeitos imediatos e tardios.

 Os efeitos a curto prazo ou imediatos são a vermelhidão da pele, que fica mais quente ao toque e espessamento da mesma. A médio prazo, o bronzeamento e a síntese de vitamina D. Os tardios são o envelhecimento cutâneo e o câncer de pele.

 A penetração dos raios UV varia de acordo com o tipo e cor de pele, a hidratação da mesma e a parte do corpo atingida.  Por exemplo, um local onde a pele é mais espessa há menor penetração dos raios UV.

 Na fase recente (de 2 a 7 horas) depois da exposição ocorre a vermelhidão, o aumento da temperatura, o ardor e nos casos mais intensos bolhas de queimadura solar. 

  A insolação ocorre após uma exposição muito forte ao sol quando a temperatura do corpo se eleva tanto que órgãos internos começam a sofrer e pode até ser fatal. Além da temperatura corporal alta, há dor de cabeça, falta de ar, vertigem, náuseas e vômitos, desidratação, o coração dispara, confusão mental e até perda da consciência.

 O bronzeamento tão desejado, nada mais é do que uma tentativa de defesa do nosso corpo a uma agressão solar. Pode ser imediato, de minutos até duas horas após o sol e  é causado pelos raios UVA por um mecanismo de oxidação do pigmento chamado melanina dentro das células que o produzem: os melanócitos da pele. Na verdade, nesta fase já estamos como que "enferrujando". 

 A pigmentação tardia após alguns dias, por produção de mais melanina pelos melanócitos, ocorre tanto pelo UVA como pelo UVB e depende de características genéticas; ou seja, é maior nas pessoas de peles mais morenas.

 Muitas pessoas se queixam de voltar da praia com fungos nas costas ou no corpo, herpes nos lábios, etc. Por que será que isto acontece?

 Os raios solares diminuem as defesas da pele, deixando-nos mais vulneráveis a agentes que causam infecções e ao câncer de pele.

 Por último, os raios UV a longo prazo geram um envelhecimento precoce, deixando a pele mais fina e enrugada, com inúmeras manchas tanto acastanhadas como brancas.

 Mas o sol também é sinônimo de energia e vida; então não é para desanimarmos. Ainda mais num país com tão belas praias.

  Basta saber aproveitá-lo com sabedoria e cuidado: usando um filtro solar adequado que previna estas alterações.

(leia também Proteção Solar partes 1 e 2)


sexta-feira, 28 de julho de 2017

Demência no idoso II


 Segundo um artigo na revista Food Technology alguns nutrientes protegem o cérebro do envelhecimento e o mantém em boa forma. Este processo de envelhecimento cerebral inclui desde a diminuição do pensamento crítico até uma demência e Alzheimer.



 Os primeiros alimentos protetores são os flavonoides do cacau. Estudos mostram a melhora da saúde do coração e da circulação e também da memória. Eles agem numa parte do cérebro responsável pela memória relacionada à idade.

Blueberry tem atividade antioxidante e antinflamatória. Ele contém antocianinas, componente polifenólico que confere ao blueberry sua coloração azulada e possui altos teores de antioxidantes. As antocianinas são consideradas os principais bioativos responsáveis pelos benefícios do mirtilo que aumentam a sinalização neural nos processos cerebrais. O cuidado é com altas doses que podem ser laxativas.

 As vitaminas B6, B12, ácido fólico e ômega 3 mostraram-se boas na prevenção da atrofia cerebral.  As vitaminas do complexo B estão presentes na banana, lentilha, batata, pimenta, peru, fígado, atum, levedo e cerveja. O ácido fólico é encontrado em verduras, frutas cítricas, feijões e grãos integrais. O ácido graxo ômega 3 é encontrado no salmão, óleo de linhaça e sementes de chia. Um estudo realizado em camundongos mostrou que a suplementação deste nutriente resultou na melhora da memória espacial, de localização e reconhecimento do objeto.

 A fosfatidil serina e o ácido fosfatídico podem beneficiar a memória, o humor e as funções cognitivas do idoso. Além disso, são usados para recuperação após exercício físico e reduzir a angústia e o stress. A fosfatidilserina é encontrada em todas as membranas celulares, mas principalmente nas células do cérebro. À medida que envelhecemos, a quantidade de fosfatidilserina em nossas células cerebrais diminui. Ela é encontrada em produtos lácteos e carne e a ingesta destes produtos também diminui conforme envelhecemos.

A Citicolina ou CDP-colina (cytidine diphosphate choline) é uma substância natural encontrada nas células do corpo que ajuda a melhorar a comunicação entre os neurônios, que além de melhorar a memória, protege o cérebro dos danos dos radicais livres, os causadores do envelhecimento. Ela é benéfica não apenas para a memória, mas também para aprendizagem, raciocínio lógico e foco de atenção. Doses muito elevadas da sua suplentação, porém podem causar efeitos ruins com náuseas, cefaleia, diarreia e insônia.

 A Colina, presente na gema dos ovos, é um aminoácido necessário para a produção de novas células e para a reparação das membranas celulares danificadas. As células nervosas são as que produzem maiores quantidades de membranas celulares e desta forma são as mais sensíveis à deficiência de colina. O seu consumo protege o cérebro durante o envelhecimento, prevenindo mudanças químicas que levem ao declínio cognitivo.

 O Magnésio, encontrado nas sementes de abóbora, girassol, amêndoas, acelga, abacate, soja, bananas e chocolate amargo também é eficaz no processo da memória.



 Uma suplementação de nozes na dieta de pacientes com mais de 65 anos na Holanda e Estados Unidos reduziu o risco de Alzheimer. As nozes são ricas em Vitamina E, Zinco, Magnésio, Cálcio e fibras, ajudando a reduzir o Colesterol LDL.

(vide demência no idoso I)

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Demência no idoso I

 Conhecendo os riscos para a Demência


 A Demência não aparece de um dia para o outro e sim de forma insidiosa.

 Aprender a observar os sinais precoces pode ajudar a retardar o quadro.

 A demência se caracteriza por uma contínua perda de habilidades cognitivas devido a células cerebrais danificadas. Os sintomas de demência incluem, em particular, perda de memória, alterações de personalidade, empobrecimento mental e problemas com o meio social.

 Várias são as causas de demência como a doença de Alzheimer, o Parkinson, acidente vascular cerebral, o abuso de substâncias, ferimentos graves na cabeça, além de outros problemas de saúde que podem contribuir para o seu surgimento como uma inflamação crônica, uma deficiência de nutrientes vitais ou efeitos colaterais de medicamentos.

 Alguns sinais de demência podem ocorrer muito antes dos sintomas mais óbvios e não podem ser ignorados. Alguns não são nem esperados.

 Um estudo publicado pela sociedade americana de geriatria ressaltou a importância do ato de mastigar alimentos mais duros e a progressiva dificuldade de mastigar uma maçã, por exemplo, como sendo um fator de risco para demência.  O idoso que consegue mastigar alimentos mais duros promove um aumento da circulação para o cérebro, evitando a sua deterioração. Portanto, corrigir eventuais problemas dentários que dificultem a mastigação, seria fundamental para se evitar a demência.

 Outro sinal de demência eminente seria a velocidade da caminhada reduzida. Um estudo da sociedade médica americana diz que se vive mais tempo, quanto mais rápido você prossegue a caminhar através da vida. Ou seja, a má condição e fragilidade física são fatores de risco para demência não somente em idosos, mas também em pessoas de meia-idade. Então vale a pena prosseguir caminhando vigorosamente nos nossos destinos.

 O ritmo sono-vigília de cada um também interfere no processo de declínio mental. Um estudo de neurologia demonstrou mulheres que não estavam ativas pela manhã e preferiam dormir apresentaram ao longo do tempo um risco aumentado de demência em relação àquelas que preferiam uma caminhada mesmo que leve matinal. A receita então seria ir dormir cedo e no início da manhã pular da cama e caminhar ou se exercitar. Mas a qualidade do sono também é muito importante. Então corrigir problemas de insônia, apneia do sono e causas de ronco é fundamental.

 É claro que o excesso de peso também estaria implicado num dos fatores de demência.

 A obesidade é conhecida por estar associada com a doença cardiovascular, o diabetes de tipo 2 e artrite. Um estudo neurológico mostrou uma relação entre um índice de massa corporal elevado com o aumento de 70 por cento do risco de demência. Portanto, manter um peso ideal saudável pode reduzir o risco de demência.

 O próprio estado de espírito pode ter um impacto direto sobre a saúde do cérebro. Pessoas com depressão têm um risco duas vezes maior de demência.

 Um estilo de vida saudável com ritmo regular de sono e alimentação pode ajudar também na depressão, além é claro do apoio familiar e médico.



 Resumindo, para minimizar os riscos de demência, manter uma perfeita saúde dental, boa alimentação e peso ideal, ciclos regulares de sono e exercício físico são de extrema importância.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

A pele da maturidade

A pele a partir dos “enta” 


                                                                                 
 Com o envelhecimento natural a pele apresenta várias alterações já a partir da quarta década de vida.

 Diferenças raciais e individuais existem, mas o envelhecimento é certo e geneticamente determinado.

 Alguns fatores, porém, podem acelerar este ritmo de envelhecimento como o sol, o tabagismo, o álcool, os radicais livres e alterações metabólicas como o diabetes.

 As nossas células estão programadas para falhar e há um limite de duração de vida pré-estabelecido para cada espécie. 

 Houve, no entanto, um aumento considerável na longevidade neste século. Da Grécia antiga onde a expectativa de vida era de vinte anos até os dias atuais, quando esperamos viver até os cento e dez é um grande avanço.

 Mas voltemos ao envelhecimento da nossa pele.

 Com a idade, há uma diminuição da nossa barreira protetora superficial. A secreção das glândulas sebáceas diminui na mulher a partir da menopausa e no homem um pouco mais tarde, mas a pele fica mais seca. 

 As glândulas de suor também produzem menos e é por isso que muitas pessoas de 70 anos não precisam usar mais desodorantes. O fato é que com a pele menos hidratada e sem a camada gordurosa protetora, o idoso fica mais vulnerável à penetração de substâncias estranhas pela pele, causando as alergias e coceira.

 A renovação celular é mais lenta e apesar da pele parecer mais fina, ela fica mais espessa pelo acúmulo de células mortas ou ceratinizadas. 

 As células da nossa defesa na pele, chamadas de Langerhans, também diminuem em número. E isto é prejudicial porque deixam passar algumas alterações como o câncer de pele.

 As células do pigmento ou os melanócitos também estão reduzidos, mas mesmo em menor número, há alterações de pigmentação como manchas porque produzem este pigmento de forma desorganizada. Eu falo aos pacientes que eles ficam manchados nesta idade até sem tomar sol.

 Na camada inferior da pele ou derme o estrago é ainda maior. As células que produzem o colágeno também ficam preguiçosas e querem se aposentar. Produzem menos colágeno e fibras elásticas e de um modo caótico, que não fornece resistência à pele nem ancora mais os vasos sanguíneos. A pele torna-se flácida e há sangramentos espontâneos formando manchas arroxeadas mesmo sem trauma, principalmente nos braços e pernas.

 Os corpúsculos de Meissner e Paccini que estavam presentes na pele para ajudar na percepção de dor e pressão também sofrem redução. O idoso tem menor percepção sensorial e pode se machucar ou queimar mais facilmente.

 Conclusão: a pele fica pálida, seca, flácida, com aparência de fina e com manchas de várias cores marrons ou roxas.

 Mas isto não é tudo. O tecido gorduroso abaixo da pele diminui em áreas não desejáveis como nas bochechas, nádegas, mãos e pés.

 Uma boa notícia é que os pêlos diminuem nas axilas, púbis e pernas. Agora a má notícia: diminuem também no couro cabeludo e os cabelos ficam mais finos e aumentam em certas áreas do rosto como o buço e queixo. Nos homens começam a aparecer nas orelhas e nariz. Sobre os cabelos e pêlos grisalhos nem preciso comentar. Haja tintura! O problema é que muitas pessoas começam a apresentar alergias às tinturas por terem uma barreira cutânea menor.

 As unhas tornam-se fracas e quebradiças, sem brilho.

 Algumas áreas do nosso corpo ainda crescem como os lóbulos das orelhas e ponta nasal.

 A esta altura vocês já devem estar desanimados com tantas notícias ruins, não é?

 Então vamos ao melhor da estória. Podemos prevenir o envelhecimento extrínseco ou ambiental nos protegendo do sol, evitando o fumo, nos alimentando corretamente. Há muitas vitaminas antioxidantes que combatem os terríveis radicais livres. Cosméticos para clarear as manchas é que não faltam. Preenchedores seguros e fios de sustentação absorvíveis  também.

 O principal é evitar banhos demorados e quentes, evitar buchas e esfoliantes frequentes, porque removem a pouca barreira protetora da nossa pele nesta idade. E não se esquecer de um bom hidratante no corpo todo após o banho.

 Outra coisa boa é que temos mais tempo livre para nos cuidar, praticar ou aprender um instrumento, cantar, dançar, pintar ou apenas fazer aquela caminhada gostosa sem cobranças.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Alimento funcional

Aveia (Avena sativa)

 A aveia destaca-se dos outros cereais por fornecer um aporte nutricional e funcional equilibrado.

 Ela é composta por aminoácidos, ácidos graxos, fibras alimentares, vitaminas e sais minerais indispensáveis ao nosso corpo.

 Reconhecida como um alimento funcional por apresentar um composto chamado de beta-glucanas, que são polissacarídeos presentes na fibra solúvel da aveia.

 As beta-glucanas têm papel importante na redução do colesterol em indivíduos com hipercolesterolemia (colesterol alto no sangue). Reduzem o colesterol total e triglicerídeos, bem como elevam a fração do colesterol benéfico, o HDL.  A ingesta de 3 gramas de aveia ao dia reduziriam 5% do colesterol no sangue.

 Estudos mostraram que o consumo regular de aveia reduzia o risco de doenças crônicas do coração, pressão alta, diabetes e obesidade.

 O uso tópico da aveia na pele também tem vários benefícios. É um excelente agente limpador, removendo células mortas e impurezas, ao mesmo tempo em que não a agride e preserva a estrutura e o pH naturais da pele. Com a barreira cutânea preservada, há uma redução nas perdas de água para o meio externo, evitando assim, a desidratação da pele. Desta forma a aveia é utilizada em sabonetes e máscaras faciais.

 No corpo pode ser usada em sabonetes ou hidratantes para peles sensíveis ou atópicas (alérgicas), porque acalma a pele e diminui a sensação de ressecamento e coceira.


 As mesmas beta-glucanas que compõem a aveia, têm função semelhante ao ácido hialurônico de hidratação e preenchimento de pequenas linhas ou rugas. Ainda, apresenta ácido avênicos, ácido pantotênico, vitaminas do complexo B(B1, B2), silício e aminoácidos que deixam a pele mais macia.  

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Alimentos funcionais

Gengibre (Zingiber officinale) 



 O gengibre é uma planta herbácea nativa do Oriente, aclimatada no Brasil, muito utilizada na fabricação de bebidas, pães, bolos, geleias e para realçar o sabor de alimentos reduzindo a necessidade do sal. Tem um sabor picante e energia quente.

 As partes da planta utilizadas são os caules (os rizomas) e o óleo.

 Os rizomas, ou caules subterrâneos, contêm os ativos, ou óleos voláteis: gingerol e shogaol. O shogaol resulta da secagem do gengibre e é duas vezes mais potente do que o gengibre fresco.

 Trabalhos científicos mostraram suas atividades anti-inflamatórias, imunomoduladoras, antiemética, antibacteriana e anti-viral. Por estimular a liberação de enzimas e promover o esvaziamento gástrico, é usado no tratamento de náuseas e vômitos em diversas patologias.

 Estudo dinamarquês mostrou que o consumo de 1g de gengibre ao dia aliviava náuseas e vômitos. Mas para este efeito antinauseante devido ao gingerol, é necessário mastigá-lo cru em pequenos pedaços ou tomar o chá de gengibre.

 A quantidade ingerida diária para a saúde recomendada seria de 15g ao dia de gengibre cru ou 40g cozido.

 O ólleo essencial do Gengibre é usado ainda em aromaterapia como estimulante da memória e afrodisíaco em massagens em 50 gotas diluídas em 100 ml de óleo vegetal ou num aromatizador com 9 gotas.

 Também ajuda a abaixar a febre como anti-térmico e na dor de dente, usado em compressas em 5 gotas do óleo essencial diluídas em meio litro de água.

 Utilizado em vaporização para limpeza profunda da pele.

 É usado há muitos anos na medicina tradicional Chinesa e na Ayurvédica da Índia, auxiliando em distúrbios estomacais e digestivos. A raiz tem ativos que melhoram a circulação; então médicos chineses e indianos o indicam para pés e mãos frias. 

 Na Índia o chá feito com a fervura da raiz adicionada a 3 gotas de limão e uma pitada de sal marinho, tomado 30 minutos antes das refeições promove uma boa digestão e alívio da flatulência.  

 Pelas suas ações anti-inflamatória e antirreumática, pode ser usado em massagens para dores musculares e reumatismo. O óleo essencial do gengibre promove um aquecimento do local com alívio da dor.

 O gengibre possui atividade anti-viral e anti-inflamatória e é usado em quadros virais e respiratórios como resfriados, rouquidão, dor de garganta, tosse e secreção. Em inalador diluído 2 gotas no óleo vegetal e depois colocado na água  é expectorante e o chá com fervura da raiz associado ao alho, casca de canela e depois de pronto uma colher de mel de eucalipto é bom nestes casos.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Onde reencontrar a sua vida

Onde reencontrar a sua vida


Você acorda de manhã sem vontade de se levantar da cama e recomeçar um novo dia. Toma o café sem perceber o quê está comendo e se veste no "automático" e sai para trabalhar.

O céu está cinza, o ar muito seco e a garganta dói. A voz não sai direito há mais de dois meses e nenhum médico descobre o porquê.

Fica parado no congestionamento por horas e sabe que não tem jeito: vai se atrasar e haverá reclamações.

No caminho, os músculos vão ficando mais tensos e as dores no corpo aumentam. Conclusão: mais remédios para conseguir enfrentar a jornada.

Mas um dia a vida lhe traz uma grande e inesperada mudança. Você precisa viajar para o outro lado do Atlântico e ajudar a resolver uns problemas do filho que lá se encontra.

A viagem não é fácil. Logo que entra no avião, o primeiro aviso do piloto é de que farão uma rota nova, porque há um furacão neste momento no caminho.

São mais de dez horas encolhida na classe econômica entre aperte os cintos e turbulências.

Mas afinal chega ao seu destino. Cansada da viagem mal dormida, não tem nem tempo de descansar e deve carregar as malas, fazer mudança, arrumar o local onde vai se instalar.

Tudo é novo. As regras e leis são novas e você deve aprender a se ambientar.

Pega um ônibus, que se chama auto-carro, errado e dá a volta na cidade toda. Mas não fica nervoso, ao contrário, espera pacientemente e começa a observar ao redor.

As pessoas se cumprimentam dentro do ônibus, sorriem e querem se ajudar.

Uma senhora de idade se levanta para outra mais debilitada ainda se sentar. Um conhecido do trabalho pergunta sobre a família do colega. O motorista informa com tranquilidade o caminho ao estrangeiro que não fala bem a língua. 

Olha pela janela e percebe o céu num azul tão claro como nunca tinha visto. O ar não está poluído e a garganta não está mais sufocada.

Mesmo sem saber onde desceu do ônibus, caminha sem pressa, percebendo os detalhes do lugar. Um gato que olha da janela atento, as crianças que brincam de super-heróis na escola, as flores numa varanda cuidada com esmero. 

Quando vai ao mercado conversa com as pessoas que plantaram e colheram o alimento. E esta comida tem outro sabor. Sabor do amor que estes pequenos agricultores colocaram na sua colheita. E come saboreando a cada pedacinho sentindo que este alimento natural tem poder de cura. 

Dia-a-dia conhece gente boa e volta a acreditar que se pode confiar nas pessoas.

Aos poucos vai abandonando tantas medicações e percebe que está apaixonada por este lugar. Lugar aonde nunca pensou ir nem existir. Enfim chegou ao que a alma chama de lar.

A experiência de uma nova realidade trouxe consigo um novo estilo de vida, uma nova alimentação, sentimentos, ideias e comportamentos renovados. Eu passei a ter consciência do meu próprio ser e das minhas verdadeiras necessidades.

Na verdade, não é preciso ir tão longe para ser feliz e sentir-se em casa. É preciso parar o que estamos fazendo e repensar nas nossas atitudes automáticas diárias. Muitas vezes este processo de cura física, mental e espiritual está muito perto de nós.

É necessário apenas tomar consciência de nós mesmos.

Viver e desfrutar da vida com olhares e comportamentos diferentes. Prestar atenção às coisas pequenas que nos fazem felizes e não valorizar tanto as situações ruins. Criar novos hábitos alimentares, preparando nossa própria comida com carinho, procurando alimentos naturais e saudáveis com uma boa energia de cura. Por último, conversar e ouvir mais as pessoas.

Viva mais presente e consciente.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Alimentos funcionais

Alho (Allium sativum)


 Erva pequena em bulbos ou “dentes”, de odor característico forte.

 Apesar de muito conhecido como um tempero, era usado como verdadeira medicação no antigo Egito como fortalecedor. As pessoas e escravos que o comiam  eram mais fortes.

 Os principais componentes com atividade biológica do alho são:

 Aliina: com possível atividade de reduzir a pressão arterial e os níveis de glicose no sangue. Ainda é um antioxidante.

 Ajoeno: além da ação de reduzir a pressão, previne coágulos e dilata os vasos; antibiótico e anti-inflamatório.

 Alicina: antiviral, antibiótico (reduz o crescimento de bactérias) e antifúngico. Responsável pelo cheiro forte e pelas principais funções do alho. Varre os radicais livres do organismo.

 Alil mercaptano: reduz níveis de colesterol.

 S-alil-cisteína: é um aminoácido protetor para o câncer.
  
 Sulfeto dialil: reduz o colesterol.

     Os componentes sulfurados anticarcinogênicos do alho só estão presentes e têm ação quando o alho é amassado, partido ou triturado. Assim, após triturá-lo deve-se esperar em repouso uns 10 minutos para aquecê-lo ou consumi-lo cru.

    Então o alho é um alimento funcional porque previne doenças cardiovasculares, reduzindo a fração ruim do colesterol, o LDL, além dos triglicerídeos. Além disso, ele melhora a circulação por ser um vasodilatador, reduz a pressão sanguínea e diminui a formação de trombos. E possui na sua composição o Selênio, um potente antioxidante.
   
    Muito antiga e conhecida é a sua função de matar verminoses intestinais, melhorar doenças virais e respiratórias, como expectorante a anti-asmático.

     Várias pessoas utilizam topicamente sobre micoses pela sua ação antifúngica.

      As doses diárias de alho para o consumo ainda são discutidas. A Associação Americana dietética fala em 600 a 900mg de alho ao dia, ou seja, um dente de alho fresco cru.

     É preciso então ter cuidado com seu consumo exagerado, principalmente em gestantes onde pode aumentar a contração uterina, em lactantes, onde pode causar cólicas ao bebê e em pessoas com alteração da coagulação para não gerar sangramentos.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

“A comida pode ser seu remédio”

Alimentos funcionais


 Por definição são alimentos que oferecem benefícios extras na redução do risco de doenças crônicas não transmissíveis, além do seu valor nutritivo, melhorando a qualidade de vida das pessoas.

 Estes benefícios podem ser na área do sistema gastrintestinal, cardiovascular, no metabolismo ou como antioxidantes.

 Para ser um alimento funcional, ele deve apresentar em primeiro lugar a função nutricional, depois a sensorial ou gustativa e por último os benefícios extras de prevenção de doenças.

 Nada mais são do que alimentos consumidos na dieta normal, em que a propriedade funcional foi comprovada pelo meio científico.

 Já os nutracêuticos são alimentos ou parte de um alimento que apresentam benefícios médicos e de saúde; não apenas prevenção, mas também usados no tratamento de doenças.

 Enquanto o alimento funcional é um alimento comum, o nutracêutico inclui suplementos vitamínicos, produtos projetados e alimentos processados.

 Após a revolução industrial, houve uma mudança nos hábitos alimentares do homem que passou a consumir alimentos excessivamente refinados como o açúcar, sal e arroz, além de muita gordura saturada. E para piorar o quadro, reduziu o consumo de fibras alimentares. Estas mudanças levaram ao aparecimento de doenças crônicas como o diabetes, a obesidade, a hipertensão e o câncer.

 Apesar da tendência atual da preocupação cada vez maior com sua saúde e alimentação, o modo de vida corrido acaba levando ao consumo de alimentos processados, de rápido preparo, distanciando o homem do alimento natural.

 Há muitas evidências científicas de alimentos melhorando o funcionamento mental, físico, resistência a doenças, melhora do sistema imunológico, perda de peso, retardo no envelhecimento, etc.

 O que Hipócrates pregava há muitos anos como comer mais grãos, frutas e vegetais deve ser recuperado nos dias de hoje.

 O problema das grandes cidades é a maneira como estes alimentos são cultivados, de forma transgênica, com acréscimo de hormônios e agrotóxicos, além de solos pobres em nutrientes, que modifica os verdadeiros benefícios do alimento natural. Por isso fica cada vez mais importante analisar a origem destes alimentos.

 Ao consumidor cabe cobrar das autoridades uma real vigilância dos alimentos para que estes sejam seguros ao nosso consumo e medidas para torná-los acessíveis em custo a todos.

 Nas próximas semanas vamos falar de vários alimentos e suas funções benéficas ao nosso organismo. Uma boa semana e até lá.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

O que há de novo?

Hidratante labial


 O frio, o sol, o vento e medicações como a isotretinoína podem causar um ressecamento intenso nos lábios até com inflamação chamada de queilite.

 Para evitar esta alteração há bons produtos no mercado.

 O Skin Sec hidratante labial possui ácido hidroxidecenóico que aumenta a produção de filagrinas e involucrinas, levando a uma hidratação de 6 horas nos lábios. Ainda ceras que fazem um verdadeiro filme protetor, vitamina E e F, capazes de reduzir inflamações nos lábios causadas pelo frio e medicações que os ressecam muito. É transparente, sem sabor ruim ou perfume, podendo ser usado por homens também.





 O Epidrat labial é outra opção, que além de hidratar, tem filtro solar FPS30 e ação à prova d'água de 80 minutos.


 O Hidradeep labial é composto por manteiga de Karité e ceras vegetais, além de filtro FPS30 resistente a água.


 Outros hidratantes muito bons que merecem ser lembrados são o Cold Cream da Avene tanto o Stick como o bálsamo labial, o Cetaphil labial e o Ceralip. São usados como reparadores labiais e embaixo do batom aumentando a duração do mesmo e suavizando pequenas linhas.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Cólicas do recém nascido

Alergia Alimentar


 Houve um aumento expressivo nas alergias alimentares na maioria dos países.

 Estão aparecendo alergias a vários antígenos ou alergênicos alimentares novos e outros distúrbios como refluxo gastresofágico e alterações no padrão de evacuação como a obstipação ou prisão de ventre.

 A maioria das alergias alimentares vem ocorrendo nos países desenvolvidos. Entre os principais motivos para isso é a teoria da higiene já falada anteriormente, onde a criança é superprotegida e não entra em contato com alguns alergênicos ambientais e não desenvolve tolerância a eles. Além disso, em muitos países a amamentação não está sendo priorizada, porque a mãe tem um curto período de licença e deve voltar logo ao trabalho. E nós sabemos que o leite materno tem um papel importante na prevenção das alergias.

 As alergias podem ser causadas pela presença de toxinas ou drogas como aditivos e corantes no alimento, por uma deficiência da pessoa de alguma enzima que digere o alimento, ou pela imaturidade do aparelho digestório da criança. 

 Quando a criança entra em contato com um alimento novo, o organismo pode seguir o caminho da tolerância ao alimento ou o da sensibilização ao mesmo.  Se o órgão digestório não estiver pronto para isso, ou seja, imaturo, pode desencadear uma reação alérgica. É por isso que o pediatra vai introduzindo os alimentos devagar de acordo com a idade do bebê.

 Outra causa de alergia é a herança genética ou predisposição familiar. Ainda, se a pessoa está com a parede do intestino inflamada por algum motivo como uma infecção, ela fica porosa e deixa passar toxinas que determinam a alergia.

 Alimentos comuns que causam as alergias alimentares são o leite de vaca, a soja , o ovo e o amendoim. 

 No adulto ainda pode haver alergia alimentar a crustáceos e peixe. A criança pode ter alergia à caseína ou a proteínas do soro do leite. Não existe alergia à lactose e sim dizemos intolerância à lactose porque não é uma proteína específica e sim um açúcar que existe até no leite materno.

 A alergia alimentar pode aparecer como uma urticária (pequenas bolinhas vermelhas semelhantes a picadas de inseto), dermatite atópica ou eczema na pele, rinite, asma, diarreia persistente, cólicas, anemia, inflamação ao redor do ânus, inchaço de lábios ou olhos (angioedema) e inflamação do esôfago ou esofagite com engasgo frequente.

 É muito importante nos casos onde foi feito o diagnóstico de alergia ao leite de vaca a substituição por fórmulas adequadas. Produtos à base de soja muito conhecidos não são bons. Eles não fornecem os nutrientes necessários ao crescimento do bebê. O caldo de frango é ainda pior se considerarmos que o frango também é um alergênico.
 Fórmulas infantis com proteína extensamente hidrolisada ou até fórmulas de aminoácidos podem ser indicadas pelo médico. Mas a forma de leite ideal ainda é o materno e a indústria de alimentos ainda deverá ter muito trabalho para conseguir produzir uma fórmula tão completa como ele.

 O uso de probióticos na gestante, na mãe que amamenta e mesmo no bebê pode reduzir a chance de alergia alimentar e as temidas cólicas do recém-nascido.


segunda-feira, 29 de junho de 2015

Cobreiro

 Herpes Zoster


É uma doença viral que atinge mais frequentemente pessoas de idade média e idosas.

 A maioria dos pacientes apresenta uma dor em queimação ou ardor e até mesmo coceira intensa num determinado local do corpo.

 Pode vir acompanhada de febre, dor de cabeça e mal estar ou cansaço intenso. Muitas pessoas procuram o serviço médico e ficam sem diagnóstico inicial, até o surgimento das lesões características. Estas são pequenas bolhas ou vesículas agrupadas com conteúdo líquido claro, seguindo o trajeto de um nervo.

 Às vezes, estas vesículas se infectam secundariamente por bactérias e se tornam amareladas, purulentas ou formam-se crostas depois de secas.

 A dor, principalmente em pessoas acima dos 50 anos, pode ser insuportável.

 O local mais comum do aparecimento das lesões é de um lado apenas das costas (acometendo o nervo intercostal), região malar (nervo trigêmeo) e lombo sacral. Quando afeta os olhos com úlcera de córnea ou há paralisia facial, tontura e surdez, pode ter acometido os nervos cranianos.

 O agente causal não é o mesmo vírus do herpes simples.

 Apesar do nome, é o vírus da Varicela-Zoster, ou da catapora.

 A pessoa teve catapora na infância e o vírus fica latente ou quieto por muitos anos. Num determinado momento, ele sofre uma reativação por alguma diminuição do estado imunológico do indivíduo e caminha pelos nervos periféricos até os gânglios nervosos e pele. Aí surgem as lesões típicas.

 Isto explica a dor intensa característica de acometimento de um nervo.

 O tratamento com medicação antiviral oral como Aciclovir, Fanciclovir ou Valaciclovir deve ser iniciado o mais rápido possível para evitar a nevralgia pós-herpética. Esta é uma dor de caráter neural que dura por meses após as lesões do herpes zoster terem desaparecido.

 Atualmente há uma vacina chamada de Zostavax  para pessoas a partir dos 50 anos aplicada em dose única no subcutâneo no braço. Esta, porém, está contraindicada em pessoas com alergia a Gelatina ou Neomicina.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

A regra do ABCD funciona ?

 A velha regra do ABCD


 Muitas pessoas já devem ter lido sobre como fazer o auto-exame das manchas escuras na própria pele.

 Uma regra antiga comumente divulgada é a do ABCD. Quando olhamos para uma lesão na pele podemos observar as seguintes variações:

 A de Assimetria: se dividirmos a lesão na metade, uma metade é diferente da outra em coloração ou formato. Isto pode ser ruim.

 B de Bordas irregulares: o contorno da lesão não é regular e sim com saliências e reentrâncias. Fala a favor de malignidade.

 C de Coloração: Quanto maior o número de cores que apresentar, pior é.

 D de Diâmetro: nevus ou pintas maiores de 1cm têm um risco maior de se transformar em algo ruim.

 Na prática, o que ocorre é bem diferente. 

 Observando a figura a seguir podemos notar uma pinta ou nevus relativamente simétrico a olho nu, regular no contorno, poucas cores (2), e menor de 1cm. Pela regra do ABCD esta lesão seria benigna e a pessoa poderia ficar com ela.


 Na verdade, trata-se de um melanoma maligno, um tipo de câncer de pele que deve ser removido o mais rápido possível.

  Ao exame realizado no dermatologista de dermatoscopia a imagem se modifica. Ao redor da lesão notam-se pequenos pontos mais escuros nas bordas, muitas cores no seu interior até coloração azulada.


 Outro exemplo que poderia confundir o leigo, ou outro médico não dermatologista. Neste caso, a suspeita pela lesão a olho nu seria de algo ruim pela coloração extremamente escura e bordas irregulares. O médico poderia orientar uma retirada ampla deixando uma grande cicatriz na pessoa.


 Ao exame dermatoscópico, na verdade, trata-se de uma lesão muito benigna, chamada de queratose seborreica que não precisa ser removida.


 Já esta próxima lesão muito parecida com a anterior a olho nu, tem as bordas regulares, uma única cor, pequena, bem simétrica a olho nu , o que sugeriria ser bem boazinha.


 À dermatoscopia, porém, trata-se de outro câncer de pele, outro melanoma maligno.


 Portanto, o melhor a fazer é procurar um dermatologista pelo menos uma vez ao ano para fazer um “check up” ou revisão de toda a pele do corpo, incluindo o couro cabeludo. E realizar um exame detalhado de microscopia de superfície da pele de manchas escuras. 

 A dermatoscopia é um exame indolor, não invasivo, que avalia pintas e outras lesões dermatológicas e previne alguns tipos de câncer de pele, diferenciando lesões benignas de outras de risco. Ele aumenta a sensibilidade de identificação de novas lesões ou mudanças importantes nas antigas .

 Este exame utiliza um aparelho chamado de dermatoscópio. Antigamente utilizava-se um aparelho que emitia uma luz que atravessava um meio líquido (óleo mineral) e por uma lente de aumento de 10 vezes podia-se ver as lesões da pele por diferenças de reflexão.

 Hoje em dia os aparelhos não necessitam da aplicação óleo na pele. Eles emitem uma luz polarizada que facilita a visualização mais profunda da pele. A dermatoscopia tem a vantagem de aumentar muito as chances de um diagnóstico correto, desde que o médico seja bem treinado para visualizar as lesões da forma exata.